Um pouco sobre mim
Paixão por estudar e ajudar pessoas

José L. M. Lino

Psicanalista, mentor profissional e consultor de estratégia corporativa, graduado e mestre em Direito (dignidade humana), com cursos de extensão em psicanálise, ética, gestão e liderança, dentre outros, extensa atuação em liderança e formação de pessoas, e criador da metodologia Esquética.
Tornei-me psicanalista depois de percorrer uma longa jornada de conhecimento e autoconhecimento, especialmente entre a ética e a filosofia, o direito e a economia, a ciência e a espiritualidade, a arte e a desconstrução de práticas e conceitos que me forjaram até aqui.
Vim de um infância difícil, de pobreza e conflitos, e conduzi minha carreira pela advocacia empresarial por mais de 30 anos, sempre com foco em pessoas, processos, aprendizado e desenvolvimento, estudando em grandes universidades e liderando equipes de alta-performance. E isso sem deixar de seguir no meu percurso de análise, onde verdadeiramente encontrei a minha dignidade.
Por isso acho que posso ajudar você a encontrar o seu caminho "do Ser e do Tornar-se Digno".
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Currículo Vitae



Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5636624423327311
Meu Perfil no Academia.Edu: https://independent.academia.edu/Jos%C3%A9LuizLino

Pilares
01
Falibilidade
Parece simples e fácil reconhecer que se erra, mas não é. Todos temos um lado narcísico que nos coloca no centro das atenções, submissos aos desejos e às fantasias. Por isso procuro exercer uma constante reflexão sobre a minha própria ignorância, como ensina Sócrates, a fim de construir novos consensos em uma constante evolutiva, a partir de estudos e da experiência, superando conflitos e dilemas que sempre aparecem. Errar é, portanto, necessário e inevitável, e para o analista isso é primordial, pois se coloca em uma jornada "impossível" com o Analisante, no contexto de compreender a "verdade do real" pela "escuta" e dominá-lo pela linguagem. O sucesso do Ato Analítico é destinado a permanecer sempre insuficiente, no sentido de que ele não pode deixar de ser parcial e limitado, e ainda assim se constitui uma das ferramentas mais eficazes de autoconhecimento e reconhecimento das funções psíquicas inconscientes que se manifestam na repetição, transferência e pulsão. A falha é, com isso, um instrumento da própria superação da falha, em um percurso pedagógico sobre si mesmo e outro que se espelha em nós mesmos. Eu falho, você falha, e isso é bom se estamos dispostos a empreender esse erro.
02
Aprendizado
Vindo de uma família pobre e doente, longe dos grandes centros culturais e das oportunidades de trabalho, minhas escolhas se basearam desde o início na leitura e no experimento autodidata, apostando no esforço determinado de aprender mais sobre mim e sobre os outros por meio da dúvida e da coragem de superar a própria ingenuidade, cego dos desejos inconscientes e das pulsões de agressão e erotismo. Todo o restante é currículo de castração, muito bem-vinda e extremamente necessária para a formação dos freios éticos. A cultura, e o mal-estar que ela impõe, como ensina Freud, moldaram em mim diversos Eus que constituem um única identidade, perplexa diante do mundo e de si mesma. Afinal, o saber é absoluto e impossível; e precisamos amá-lo mesmo assim, profundamente, a fim de mirar na felicidade (a Eudaimonia dos filósofos gregos), como uma esperança lúcida que nos mantém vivos e atentos.
03
Partilha
“Ninguém é uma ilha, todos são parte de algo maior… a morte de qualquer um me diminui, porque sou parte do gênero humano”. John Donne traduz com esse poema o sentimento de que não é o Eu que pensa sozinho para existir, como esperava Descartes. O Eu não se basta, pois existir pressupõe ir além de si mesmo e desbravar o Outro que tanto nos atrai e ao mesmo tempo amedronta. O Outro que é o mundo, pelas lentes de nossos pais e das estruturas que forjaram a nossa história, em meio às escolhas possíveis. Portanto, partilhar as descobertas é o que nos torna dignos e nos possibilita usufruir da própria dignidade; sem descartar o medo, sem ignorar a violência intrínseca a esse ato, assim como o contentamento, o gozo. Daí o desejo, também, de ser um Analisante e de me tornar Analista, como dizia Lacan, para "levar o sujeito ao seu fantasma fundamental. E isso não é ensinar-lhe nada, é aprender com ele como fazê-lo”.
04
O mais além
Em “O futuro de uma ilusão”, e outros textos, Freud critica duramente a religião e a coloca na posição de instrumento fantasioso de conforto e alívio ao desamparo e vulnerabilidade na engrenagem do mundo, como “um consolo que pode ser comparado a um narcótico” (ele já havia se utilizado de ambos, o judaísmo e a cocaína; falando, portanto, com conhecimento de causa e ciência). No entanto, alguns de seus discípulos buscaram reconciliar a psicanálise com a religião, ou melhor, com uma perspectiva de espiritualidade: Jung se utilizou da alquimia e dos mitos; Ferenczi trouxe a perspectiva das “produções psíquicas”; e Frankl "a busca de sentido”. O tema não é unânime, como tão pouco o é a Psicanálise. No entanto, cada vez mais a própria ciência se aproxima da perspectiva da existência de outras dimensões, e muitas linhas de estudo da Psicologia apontam para memórias mais profundas que remontam à outras épocas e contextos, à outras individualidades, como se a manifestar uma certa paranormalidade. Seguindo essa perspectiva, adoto na metodologia Esquética e na abordagem psicanalítica, por convicção do estudo e da pesquisa experimental, a premissa da existência de inúmeras dimensões espirituais paralelas que se entremeiam e nos influenciam, especialmente por meio do inconsciente, de onde trazemos incontáveis identidades outras associadas a elas. Mas isso não muda a essência do tratamento por meio da escuta e desvelamentos da linguagem, como um “atrever-se ao saber”, dito por Kant e reinventado por Freud.